"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Book Shelf Porn

Acho que esse site já passeou por nossas postagens. 
De qualquer modo, é sempre uma boa indicação. 


Esta é uma das lindas imagens que encontrei no site, para amantes de livros. :)

terça-feira, 1 de março de 2011

Estantes


***
"Acho a criatura humana muito mais interessante no período infantil do que depois de idiotamente tornar-se adulta. (...) Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar" 
(Monteiro Lobato)



Maria Eduarda me visita com frequência. Ela é curiosa como algumas meninas de 6 anos são, nascidas para a eterna novidade do mundo de que Pessoa fala. Duda vem e vai. Poucas vezes assiste um filme inteiro, ela perde a paciência, raramente brinca por mais de uma hora da mesma coisa, a trama e os brinquedos mudam com rapidez, mas ouve incansável diversas vezes a mesma história do mesmo livro que está na minha estante e que ela tanto ama. Toda vez que ela dorme na minha casa senta-se na minha cama e espera que eu lhe conte suas duas histórias favoritas: "Marcelo, marmelo, martelo" e "A Menina que não era maluquinha II", ambos escritos por Ruth Rocha, e só ouve alguma história nova se eu prometer que lerei estes dois no final. No primeiro ela gosta especialmente da entonação da minha voz quando eu leio o trecho em que Marcelo quer saber porque ele não se chama martelo ou marmelo , no segundo acha divertidíssima a forma como a menina que não era maluquinha fala com sua professora sobre o Brasil e os índios. Já li cinco vezes a mesma história e tantas vezes ela me pede para repetir os mesmos trechos. Me divirto tanto quanto ela certamente. Recentemente, quando estava arrumando o quarto, Duda tirou os livros do armários e cismou que os queria na prateleira do seu quarto, quando sua mãe perguntou o motivo ela disse: "Quero ter uma estante que nem a da Agnes". Quando a mãe dela me contou eu sorri por dentro e por fora, lembrei de que quando eu era criança era eu quem dizia: "quero ter uma estante como a do meu avô". Gosto de pensar que a Duda está descobrindo como é bom viver morando nos livros. :)  

domingo, 28 de novembro de 2010

Em meio aos livros


Tirei a imagem daqui, foi uma indicação da leitora amiga Eunícia.

É uma delícia deitar-se imerso em livros, não?


domingo, 25 de outubro de 2009

Personagens que abandonam os seus livros

Quando vi a chamada e a imagem, lembrei da Agnes pela leitura de Coração de Tinta...

Mas creio que é uma bela imagem para todos nós:
amantes de livros que mantém uma alma criança.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Parte de mim

Não me considero compulsiva, mas NÃO SOU sem livros.

Nasci em casa de leitores assíduos e críticos e esperava na biblioteca da escola todos os dias durante 1.30h a kombi (a van de hoje em dia ) que me levaria para casa. Esperava ali porque queria. Gostava do silêncio e da aspiração de saber que ele emanava. Porque tinha a oportunidade de folhear coisas que não tinha em casa ou tempo de me dedicar a coisas que tinha em casa (como a leitura do dicionário), mas que ali pareciam mais gostosas.

Em meus quartos tinha de ter uma estante minha (a despeito das estantes familiares) e quando tive minha casa foi uma das preocupações primordiais. Quando lia um artigo onde aparecia a foto do autor ou do entrevistado e ele estava junto à sua estante, tinha um frisson! Era tudo o que eu queria... os livros perto, colados à imagem...

Essa necessidade de proximidade se expressa na minha quase incapacidade de escrever longe de meus livros. Nas muitas vezes em que escrevi (e que escrevo) preciso VER meus livros. Por vezes é só a lombada, a combinação de cores e tamanhos que desenham na estante, mas preciso olhar pra eles. No meio de um texto, quando escrevia a dissertação ou a tese, por vezes bastava olhá-los para lembrar o que havia dentro ou para sugerirem idéias antes impensadas e m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s.

Não leio antes de dormir e não gosto de ler 'um pouquinho'. Mas SEMPRE tenho livros na mesinha de cabeceira. Preciso OLHAR pra eles. Lembrar do que penso ou sinto quando os leio... Gosto de ler aos borbotões: palavras e idéias desaguando sobre mim sem ter prazo para acabar. Gosto de 'preparar a cena', saber que não serei interrompida e deixar-me invadir pelo gênero escolhido. E, por vezes, no meio da leitura, levanto-me e vou para a estante, para ver outros livros, para conectar-me visualmente a outras lombadas e capas, a outras paginações e folhas que me levaram a sensações ou pensamentos que dialogam com aquele que leio...

ADORO livrarias e ADORO bibliotecas. O clima que inspiram e a potencialidade que emanam. ADORO minha estante: olho pra ela e vejo a mim. Sou através dos livros.