"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma coisa puxa a outra



"SOME DAY YOU WILL BE OLD ENOUGH TO START READING FAIRY TALES AGAIN." 
C.S. LEWIS

Andando pela internet conheci este blog sobre ilustrações infantis escrito por um inglês.

Children's / Fantasy Illustration

E através deste blog cheguei a outro - viva a teia ou web -, escrito em inglês por uma holandesa.

Love For Books

Os dois são muito divertidos. :)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um livro infantil e sua bela metáfora

Você sabia que os pássaros são um dos tipos de animais que melhor cuidam de seus filhotes? Eu não sabia que disso, mas Jackie Corvo sabia. Ele não poderia escolher ser nenhum animal que não cuidasse bem de seus pequeninos, ele amava Lizzie demais. No início ela não conseguia compreender o que se passava na cabeça de seu pai, por que ele tinha inventado de ser pássaro, ou melhor, homem-pássaro. Ela se preocupava com seu pai.  Lizzie demorou para perceber que mesmo como pássaro seu pai tinha escolhido cuidar dela da melhor forma possível. Quando ela percebeu esse amor do pai ela parou de ouvir tudo que lhe dizia que tinha algo de errado com seu pai, embarcou com ele na aventura. Criaram então um ninho, construíram outro par de asas e sonharam sonhos de passarinhos.
"Meu pai é um homem-pássaro" é um livro formidável escrito por David Almond e ilustrado lindamente por Polly Dunbar. Chamou minha atenção o título e a crítica. Certamente foi escrito para crianças - as mais velhas, pois é um pouquinho grande - e a história, que tem seu início cheio da tristeza e da solidão de um pai viúvo, chega ao fim com a alegria  que o amor inexplicável entre pai e filha tem poder de trazer. A tristeza aparente da história não se concretiza, inclusive a ilustradora utilizou muitas cores, fez desenhos muito alegres e divertidos. Durante a história devo admitir que derramei uma ou duas lágrimas discretas. Pensei em como eu e meu pai costumávamos entrar um na imaginação do outro, vivenciando juntos algumas belas aventuras, como Lizzie faz com seu pai ao descobrir que ela não é apenas Lizzie, ela é Elizabeth Corvo. A diferença entre Elizabeth e seu pai diminuiu e a distância desistiu transformando-se em estrada para um belo reencontrar-se, um na imaginação do outro. O diferente e estranho tornou-se menos importante quando Lizzie e o pai perceberam quanto eles se amavam e então nada mais era mais importante do que estarem juntos. Tem jeito mais alegre de terminar o livro? Bem, tem como completar a alegria, mas não vou contar o final...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Poesia musicada



Vento no Litoral 
 Renato Russo


De tarde quero descansar

Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer

Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe

ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer

Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui

O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

Eieieieiei!

Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...

Sei que faço isso

Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Livro - André Neves

André Neves escreve e desenha poesias. 


Livro
"Quando estamos assim, 
JUNTINHOS,
em companhia um do outro. 
Sinto-me realmente grato 
ao bem que você me faz."
André Neves


Para ler o blog do André clique aqui




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Leitura de feriado

Muito na vida é vencer preconceitos.
Como já mencionei em uma postagem anterior, que agora me parece muito antiga, conheci Dan Brown quase por acaso. Em um dia de férias no qual tinha absolutamente nada para fazer, me deparei com um de seus livros - Anjos e demônios - na estante e resolvi me aventurar. Apesar de certa implicância com os modismos, sentimento, aliás, que parece de certo modo já bem difundido, gostei da leitura. Uma história envolvente, muito bem contada e elaborada. Resolvi, então, que em algum momento venceria um verdadeiro preconceito e leria seu mais famoso livro: O código Da Vinci. Assim fiz neste feriado enorme e entediante.

Devo dizer que para um cristão - o meu caso - O código Da Vinci é uma leitura difícil e, por vezes, desagradável. Dan Brown conta uma segunda versão bem elaborada e bastante convincente de Jesus Cristo. Não sei até onde esta sua versão realmente existe e até onde é pura invenção do autor. Quero dizer: não sei em que Brown se baseia para narrar sua história. Basicamente, o autor diz que tudo o que o cristianismo prega como verdade é uma farsa forjada logo em seus primórdios por homens interessados em proteger e expandir o poder terreno da Igreja Romana.

Então aviso: se você é um cristão do tipo que se escandaliza com facilidade, não recomendo a leitura. Honestamente, o que me incomoda em O código Da Vinci não é o suposto casamento de Cristo com Maria Madalena já que o casamento não é pecado. Muito pelo contrário, é uma instituição divina. Portanto, não vejo nada de errado nisto. O que me incomoda, como cristão, é ver a divindade de Cristo negada.

No mais, é um bom livro... bem escrito apesar de inferior a Anjos e demônios. Este é bem melhor. A meu ver, O código Da Vinci alcançou tão grande sucesso devido a um importante detalhe que tem a seu favor: é extremamente polêmico.