"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)
Mostrando postagens com marcador Willy Wonka. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Willy Wonka. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Infância e um Everlasting Gobstopper.



"Papel de parede lampível,
para quartos de crianças(...)"
(Roald Dahl, A Fantástica Fábrica de Chocolate)

Estou quase terminando minha série de posts sobre filmes da minha infância que prosseguem comigo no hoje.

Eu não gostava de chocolate quando era pequena. Exceto o branco e mesmo assim, quase nunca comia. Isso seguiu comigo na adolescência e ainda hoje eu não como com muita frequência. Minha irmã chocólatra não consegue se controlar quando eu ganho uma caixa de bombons e demoro mais de 2 meses para acabar com ela. Doce em geral não me atrai. Exceto alguns em particular que não costumo recusar.
Mesmo assim eu adorava o filme que tinha um homem maluco/gênio que era dono de uma fábrica de chocolate. Não vi o remake todo e por isso não falarei dele. Digo apenas que prefiro o Wonka de Gene Wilder, mil vezes. (Roberta que não leia isso)

Imagine uma fábrica maravilhosa de onde saem os mais fantásticos chocolates, doces e chicletes. Uma fábrica fechada, dirigida por um homem brilhante ou completamente maluco. Repentinamente anuncia-se que cinco e apenas cinco pessoas poderiam entrar para conhecer a fábrica. O mundo todo congela. Todos querem entrar na fábrica fantástica e descobrir o que o Senhor Wonka guarda por trás das grades.
Cinco crianças são escolhidas, quase todas são ricas, exceto Charlie.
Todas recebem ofertas tentadoras para descobrir sobre a nova invenção de Wonka, o Everlasting Gobstopper.

Sempre adorei o filme, também sei cantar as músicas dele. Ele estava no mesmo VHS que Mary Poppins.
Ainda gostaria de saber o que é uma nevascaranga e gostaria de ter adesivos comestíveis. Além do mais, gostaria de pode ser transportada pelo espaço em mil pedaços diferentes. Quem sabe tomar uma bebida que me tornasse mais leve que o ar. Talvez juntar aos umpa lumpas na umpalândia. (sempre dou risadas nessa parte do filme.)
Entretanto, só descobri o livro há dois anos. O vendedor da Martins Fontes costumava visitar a livraria com alguma frequencia para checar se eu precisava de algo. Numa dessas vezes ele trouxe seu catálogo de livros infanto-juvenis, eu então vi esse livro e não hesitei. Espero contar essa história aos meus sobrinhos, filhos, netos, etc.

Talvez esse seja o momento em que você se pergunta o motivo de tamanha admiração. O que mais gosto do filme é o final e o diálogo que o antecede. Teoricamente Charlie perdeu o que ele tanto queria, mas isso não era motivo suficiente para trair o homem que ele tinha aprendido a amar. E nem mesmo todo o dinheiro do mundo poderia comprar sua honestidade. Como disse o próprio senhor Wonka, "assim brilha uma boa ação em um mundo gasto".

Charlie escolheu que ser honesto e leal era mais importante do que ter muitos anos de riqueza com dinheiro sujo. Essa é uma boa escolha, e é a mensagem mais importante que carrego do filme.

E assim como fez Charlie, eu ainda espero e luto para que minhas ações brilhem em um mundo gasto.

 Ps. Um chiclete eterno ia dar um trabalho absurdo para meu pobre maxilar, mas viva o Everlasting Gobstopper, ou o Gobstopper permanente. =D