"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Salão do Livro


Há alguns anos atrás eu conheci a iniciativa do Salão do Livro FNLIJ aqui mesmo neste blog em uma das postagens da Eunícia. Nunca tinha tido oportunidade. Horários difíceis, lugar pouco acessível, etc. Este ano finalmente consegui comparecer ao evento. Certamente não fui sozinha. Duda, que frequenta as linhas este blog através das minhas postagens, foi comigo e com o Felipe. Quando chegamos – em torno de 14hs - e entramos ela olhou para mim e disse: “WOW! Que legal! E podemos ficar aqui até às 20hs”!!
Começamos a ver os livros. Ela parava em todos os estantes como se fossem os únicos, contemplava livro por livro. Primeiro procuramos um presente para o irmãozinho e ela me disse: “É claro que sou eu que vou ler para ele”. Depois que escolhemos o livro dele, ela quis parar para ouvir a conversa com um ilustrador e um autor. Foi muito legal! As crianças puderam fazer perguntas, desenhar, sugerir enredos, etc. Ela começou tímida, sentada na parte detrás comigo, depois, se soltou e foi para frente, fez pergunta, sugeriu enredo, quis falar com o autor depois, quis pedir dicas de desenho para o ilustrador e assim passamos parte da tarde.
Depois voltamos a ver os livros para que ela escolhesse o seu presente. Escolheu dois para que eu lhe desse e mais um com o dinheiro que sua mãe lhe dera. O atendimento nos estandes estava incrível. A paciência em mostrar os livros, em conversar com as crianças, deixar tirar foto... Todos os títulos que vi tinham pelo menos um exemplar sem plástico para que as crianças pudessem manusear. Para além disso, o espaço da Biblioteca FNLIJ para Crianças contava com diversas estantes cheias de títulos infantis que poderiam ser manuseados sem qualquer pudor. Podia ser abertos nas mesinhas ou no chão, que estava cheio de almofadas e pufs coloridos para elas.


Foi uma tarde formidável! Recentemente o blog “Roedores de Livros” publicou um post chamado: “Como Nasce um roedor de livros”. A conclusão do post é simples: “Carinho e livros = novos leitores”. É sempre delicioso participar do nascimento de um roedor de livros né?! Foi um dia especial...


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Fazedor de fantasias: William Joyce

"There is more treasure in books than in all the pirate's loot on Treasure Island."
Walt Disney
*


Equipe da Moonbot Studios com a presença de seu personagem mais famoso.
William Joyce é o que está em pé no canto direito. 

Me encantei por ele antes de saber quem ele era. Quando vi o curta-metragem do post anterior, The fantastic Flying books of Mr. MorrisLessmore, fiquei com um sentimento de ‘conheço esse traço’. Fui pesquisar. Deparei-me com William Joice, o diretor, escritor e animador do curta, que fora um dos participantes do longa-metragem da Pixar: Toy Story.

Quando criança fui ver o Toy Story no cinema. Lembro-me como se fosse hoje, era um cinema grande que ficava na Praça Saens Pena, fui com a minha prima e com dois amigos. Lembro-me de toda minha agitação. Aquele tipo de animação era uma completa novidade. Tudo era incrível, o castelo da cinderela em seu desenho no estilo Pixar, os brinquedos falantes, com personalidade, e a história da construção de uma amizade. Não devo ter sido a única criança que ficava espiando para tentar ver a vida dos meus brinquedos, surpreendê-los em uma conversa animada. Acreditava ser possível tanto quanto voar com guarda-chuva como Mary Poppins – quanto a isso, minha mãe me surpreendeu treinando, pulando da mesa com o guarda-chuva aberto, estava me preparando para pular pela janela, mas ela interrompeu meu treinamento avisando que meu guarda-chuva era muito fraco para aquela empreitada. Encantei-me por Toy Story, vi todos os filmes no cinema, sei as músicas, as falas, e tinha um pequeno boneco feio de doer que era um Woody de R$ 1,99. Comprar os brinquedos iguais aos do filme é um privilégio das crianças de hoje que não existia naquele momento.

Quando assisti ao curta - Flying Books - de William Joyce algo me remeteu aquele encantamento primeiro, inicialmente eu não sabia o que era; o traço familiar chamava atenção, mas não conseguia identificar o motivo. Aquele mundo fantasioso de livros voadores me emocionou sobremaneira, e me transportou em 15 minutos tanto quanto Toy Story  o fizera mais de dez anos antes.
Rascunhos do Numberlys

Numberlys – segundo curta-metragem e aplicativo para tabuletas eletrônicas criado pela Moonbot Studios, do qual William Joyce é um dos diretores e produtores executivos – novamente me conduziu ao mundo encantado e colorido das letras. Este aplicativo, como o Flying Books, foi dirigido e escrito por ele. O desenvolvimento do aplicativo e do filme é fruto de um enorme trabalho em equipe, cujos nomes podemos ver no site da Moonbot Studios – inclusive, no blog - A Lunar Art Adventure, temos acesso aos traços dos diferentes ilustradores que trabalham em conjunto na criação destas obras de arte.

Não parei minha investigação por aí. Encontrei diversos livros infantis escritos e ilustrados por Joyce. Neste momento ele está trabalhando em um projeto chamado “The Guardians of Childhood”, uma trilogia sobre os diversos personagens que fazem parte do imaginário infantil como Papai Noel ou o Coelho da Páscoa. Comprei o primeiro livro da trilogia recentemente, The Man in the moon – pra ser exata na segunda-feira 23, dia do livro, e até ganhei adesivo na Livraria Cultura. Encantei-me com a leitura de William Joyce. Deleitei-me. Estou ansiosa para comprar os outros livros e estou esperando com ansiedade pelos próximos projetos da Moonbot e do próprio Joyce, que no momento está também trabalhando em um filme com a Dreamworks.
Convite para exibição do curta
 Me encantei por Joyce sem saber quem ele era. E de certo modo ele fez parte da minha infância. Esse reencontro e este novo encontro foram preciosos. Como se aquela máquina fantástica de fazer encantar que me conduzira pela mão em Toy Story tivesse sido ligada novamente. Como se por um momento, aos 24 anos, eu voltasse a ter 7 anos no reencontro com Joyce. E é também o novo encontro de quem tem 24 anos e que pode ver todos esses recursos pensando nos futuros alunos e nos próximos encontros em sala de aula. Agora, eu me encanto por Joyce novamente, e sei muito bem quem ele é. 
Cartão de Natal de 2011 da Moonbot Studios.
Um novo mundo que se construia na frente do Senhor Morris Lessmore e para mim, de igual modo, um novo mundo se desvelava. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

The Fantastic Flying Books of mr Morris Lessmore


O site da Revista de História da Biblioteca Nacional tem uma coluna para a qual eu contribuo chamada "Cine-História". Semanalmente um novo artigo é publicado, hoje foi o "Colorindo Novos Mundos" sobre o filme/livro/aplicativo. 
Para aqueles que ainda não viram o curta, está inteiramente disponível via youtube, vale a pena ganhar os 15 minutos do vídeo. Anexei-o abaixo. Divirtam-se. 


quinta-feira, 14 de abril de 2011

'Antiguidade' que encanta


Pedro - que com apenas 2 anos já conhece o computador - descobre a máquina de escrever...
Diferentes formas de escrever sobre o mundo