Para dizer que não esqueci e para divertir...
"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Como seriam as mesas nos livros
Depois de um longo e tenebroso inverno, retomo as postagens do Blog. A monografia finalmente foi entregue e agora pude retomar algumas atividades prazerosas.
Deparei-me com essa deliciosa matéria: Como seria as mesas nos livros
Um pequeno projeto de uma designer apaixonada por livros, Dinah Fried, recria mesas de cinco romances. Abaixo uma pequena provinha, como seria a mesa do Chá de Desaniversário do chapeleiro maluco e da lebre louca em Alice no país das maravilhas, uma querida que volta e meia retorna ao nosso blog.
Deparei-me com essa deliciosa matéria: Como seria as mesas nos livros
Um pequeno projeto de uma designer apaixonada por livros, Dinah Fried, recria mesas de cinco romances. Abaixo uma pequena provinha, como seria a mesa do Chá de Desaniversário do chapeleiro maluco e da lebre louca em Alice no país das maravilhas, uma querida que volta e meia retorna ao nosso blog.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Maurice Sendak (1928-2012)
Eunícia me apresentou o livro através desta leitura dramatizada feita por Maurice Sendak, o autor. Hoje ele faleceu. No entanto, continua vivo em seus livros, em seus mundos fantásticos, e continua encantando e fazendo sorrir.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Salão do Livro
Há alguns anos atrás eu conheci a
iniciativa do Salão do Livro FNLIJ aqui mesmo neste blog em uma das postagens
da Eunícia. Nunca tinha tido oportunidade. Horários difíceis, lugar pouco
acessível, etc. Este ano finalmente consegui comparecer ao evento. Certamente
não fui sozinha. Duda, que frequenta as linhas este blog através das minhas
postagens, foi comigo e com o Felipe. Quando chegamos – em torno de 14hs - e
entramos ela olhou para mim e disse: “WOW! Que legal! E podemos ficar aqui até
às 20hs”!!
Começamos a ver os livros. Ela
parava em todos os estantes como se fossem os únicos, contemplava livro por
livro. Primeiro procuramos um presente para o irmãozinho e ela me disse: “É
claro que sou eu que vou ler para ele”. Depois que escolhemos o livro dele, ela
quis parar para ouvir a conversa com um ilustrador e um autor. Foi muito legal!
As crianças puderam fazer perguntas, desenhar, sugerir enredos, etc. Ela
começou tímida, sentada na parte detrás comigo, depois, se soltou e foi para
frente, fez pergunta, sugeriu enredo, quis falar com o autor depois, quis pedir
dicas de desenho para o ilustrador e assim passamos parte da tarde.
Depois voltamos a ver os livros
para que ela escolhesse o seu presente. Escolheu dois para que eu lhe desse e
mais um com o dinheiro que sua mãe lhe dera. O atendimento nos estandes estava
incrível. A paciência em mostrar os livros, em conversar com as crianças,
deixar tirar foto... Todos os títulos que vi tinham pelo menos um exemplar sem
plástico para que as crianças pudessem manusear. Para além disso, o espaço da
Biblioteca FNLIJ para Crianças contava com diversas estantes cheias de títulos
infantis que poderiam ser manuseados sem qualquer pudor. Podia ser abertos nas
mesinhas ou no chão, que estava cheio de almofadas e pufs coloridos para elas.
Foi uma tarde formidável!
Recentemente o blog “Roedores de Livros” publicou um post chamado: “Como Nasce
um roedor de livros”. A conclusão do post é simples: “Carinho e livros = novos
leitores”. É sempre delicioso participar do nascimento de um roedor de livros
né?! Foi um dia especial...
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Fazedor de fantasias: William Joyce
"There is more treasure in books than in all the pirate's loot on Treasure Island."
Walt Disney
*
| Equipe da Moonbot Studios com a presença de seu personagem mais famoso. William Joyce é o que está em pé no canto direito. |
Me encantei por ele antes de
saber quem ele era. Quando vi o curta-metragem do post anterior, The fantastic Flying books of Mr. MorrisLessmore, fiquei com um sentimento de ‘conheço esse traço’. Fui pesquisar.
Deparei-me com William Joice, o diretor, escritor e animador do curta, que fora
um dos participantes do longa-metragem da Pixar: Toy Story.
Quando criança fui ver o Toy Story no cinema. Lembro-me como se
fosse hoje, era um cinema grande que ficava na Praça Saens Pena, fui com a
minha prima e com dois amigos. Lembro-me de toda minha agitação. Aquele tipo de
animação era uma completa novidade. Tudo era incrível, o castelo da cinderela
em seu desenho no estilo Pixar, os brinquedos falantes, com personalidade, e a
história da construção de uma amizade. Não devo ter sido a única criança que
ficava espiando para tentar ver a vida dos meus brinquedos, surpreendê-los em
uma conversa animada. Acreditava ser possível tanto quanto voar com
guarda-chuva como Mary Poppins – quanto a isso, minha mãe me surpreendeu
treinando, pulando da mesa com o guarda-chuva aberto, estava me preparando para
pular pela janela, mas ela interrompeu meu treinamento avisando que meu
guarda-chuva era muito fraco para aquela empreitada. Encantei-me por Toy Story,
vi todos os filmes no cinema, sei as músicas, as falas, e tinha um pequeno
boneco feio de doer que era um Woody de R$ 1,99. Comprar os brinquedos iguais
aos do filme é um privilégio das crianças de hoje que não existia naquele
momento.
Quando assisti ao curta - Flying Books - de
William Joyce algo me remeteu aquele encantamento primeiro, inicialmente eu não
sabia o que era; o traço familiar chamava atenção, mas não conseguia
identificar o motivo. Aquele mundo fantasioso de livros voadores me emocionou
sobremaneira, e me transportou em 15 minutos tanto quanto Toy Story o fizera mais de
dez anos antes.
![]() |
| Rascunhos do Numberlys |
Não parei minha investigação por
aí. Encontrei diversos livros infantis escritos e ilustrados por Joyce. Neste
momento ele está trabalhando em um projeto chamado “The Guardians of Childhood”,
uma trilogia sobre os diversos personagens que fazem parte do imaginário
infantil como Papai Noel ou o Coelho da Páscoa. Comprei o primeiro livro da
trilogia recentemente, The Man in the moon – pra ser exata na segunda-feira 23,
dia do livro, e até ganhei adesivo na Livraria Cultura. Encantei-me com a leitura
de William Joyce. Deleitei-me. Estou ansiosa para comprar os outros livros e
estou esperando com ansiedade pelos próximos projetos da Moonbot e do próprio
Joyce, que no momento está também trabalhando em um filme com a Dreamworks. ![]() |
| Convite para exibição do curta |
![]() |
| Cartão de Natal de 2011 da Moonbot Studios. Um novo mundo que se construia na frente do Senhor Morris Lessmore e para mim, de igual modo, um novo mundo se desvelava. |
quinta-feira, 19 de abril de 2012
The Fantastic Flying Books of mr Morris Lessmore
O site da Revista de História da Biblioteca Nacional tem uma coluna para a qual eu contribuo chamada "Cine-História". Semanalmente um novo artigo é publicado, hoje foi o "Colorindo Novos Mundos" sobre o filme/livro/aplicativo.
Para aqueles que ainda não viram o curta, está inteiramente disponível via youtube, vale a pena ganhar os 15 minutos do vídeo. Anexei-o abaixo. Divirtam-se.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Troca Troca
Minha paixão pelos livros é uma das minhas características mais evidentes. Meu quarto demonstra esse amor. Gosto de ler, de comprar, de cheirar, folhear, contemplar e emprestar. Eu gosto muito de emprestar meus livros, de permitir outros encontros. E, apesar da minha enorme vontade de comprar e tê-los, sinto um prazer indizível em ler livros emprestados. Não qualquer livro emprestado, não simplesmente ver na mão de um amigo e pedir, mas quando ouço meu colega falar sobre o que sentiu ao ler o livro; ou quando olha para mim um amigo e diz: li um livro que você vai gostar. Estes livros emprestados eu amo. Sinto como se uma parte da pessoa viesse de brinde no livro e como se uma parte de mim fosse de volta com o livro. Também por isso amo emprestar, é um ato de extrema confiança, emprestar livros, sobretudo aqueles que não são emprestáveis. Meus livros são viajados.
Tenho uma amiga que adora marcar meus livros, uma vez que ela é extremamente respeitosa, sempre o faz de lápis, eu permito sem pudor. E então, quando eu vou consultar um livro meu, lá está um sorriso, um coração, uma flor, ou um sol em alguma passagem que lhe marcou. Então eu sorrio por ter acesso ao que ela sentiu quando leu meu livro, uma parte dela segue comigo.
Eu sempre ofereço meus livros de bom grado, pois gosto de compartilhar sentimentos. O último livro que li – sobre o qual postei recentemente - era emprestado, um desses em que eu soube parte do que esta leitora amiga sentiu quando leu o livro e ela me emprestou com coração alegre. (ou fingiu muito bem.) Tenho o costume de trocar livros com ela. Ela me empresta os dela com frequência, e eu lhe empresto os meus. Compartilhar livros, por vezes, é quase como compartilhar segredos. Muito dizem sobre nós as nossas estantes, nossas escolhas.
Por vezes, ao comprar um livro, já penso em dois ou três amigos para os quais quero mostrar os títulos. Compartilhar livros é outra forma de amor e de amar eu penso. Deixar aquelas partes de mim morarem em outras casas por um período de tempo e recebê-los de braços abertos quando retornam de mãos dadas com partes dos outros. Aprendi com outra amiga – que hoje mora em outro país - a valorizar as viagens e as guerras que travam meus livros e a saber que enquanto um livro nosso está em outra casa, é um pedacinho de nós que mora lá. Por isso, o empréstimo requer confiança, intimidade e amizade, para ter certeza de que não importa o tempo que se passa, cuidarão bem daquele pedaço meu.
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