"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Para Lucy Barfield

Minha querida Lucy,

Comecei a escrever esta história para você, sem lembrar-me de que as meninas crescem mais depressa do que os livros. Resultado: agora você está muito grande para ler contos de fadas; quando o livro estiver impresso e encadernado, mais crescida estará. Mas um dia virá em que, muito mais velha, você voltará a ler histórias de fadas. Irá buscar este livro em alguma prateleira distante e sacudir-lhe o pó. Aí me dará sua opinião. É provável que, a essa altura, eu já esteja surdo demais para poder ouvi-la, ou velho demais para compreender o que você disser. Mas ainda serei o seu padrinho, muito amigo,

C. S. Lewis

(As Crônicas de Nárnia: O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa)

:D

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Leitura de férias!


Sempre aposto que vou ler mais do que realmente consigo, mas dessa vez a crise de abstinência é a culpada por tudo - foram seis meses sem ler literatura. 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Minhas Tardes com Margueritte

Tive a oportunidade de assistir ontem. Achei o filme adorável. Por ser alegre, por falar da vida, do amor e dos livros. De fato, um ode à leitura em suas diversas possibilidades. Belíssimo!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sempre um papo: Laura de Mello e Souza


Em minhas andanças pela internet, buscando coisas sobre a autora para fazer o PPT de um trabalho encontrei este bate-papo com Laura de Mello e Souza - historiadora que aprendi a admirar quando me apaixonei por América Portuguesa - e resolvi compartilhar.




quinta-feira, 16 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Leitoras e amigas: tesouros escondidos :)

Eu acredito que as palavras nos unem. Acredito sobretudo que as amizades surgem de forma inusitada, como tesouros escondidos. Certamente não estão prontas, esperando que alguém as encontre. Se constroem, gradativamente. Apesar do medo, das primeiras impressões. Talvez fazer amigos seja como deixar falar o diferente, e quem sabe ao ouvir, deixar entrar no cotidiano, na vida, no coração.
Construí uma amizade no corredor da biblioteca, no intervalo das leituras, nas pausas para o café. Primeiro esbarros acidentais, depois um ou outro comentário agendado para os intervalos, para enfim chegarmos aos lanches marcados entre o fim de um texto e o início de outro. Apesar dos interesses acadêmicos radicalmente diferentes, apesar de percepções do mundo praticamente equidistantes, apesar inclusive de nossa visão e experiência com relação ao divino... Eis-nos dividindo as conversas, as leituras, as vivências, as lágrimas, os risos, os abraços. No corredor de uma biblioteca encontrei um tesouro.
Há alguns meses atrás recebi de presente uma bela obra de Saramago chamada "o conto da ilha desconhecida". Ela sorriu quando me entregou o presente de aniversário atrasado, disse-me que o livro parecia comigo em certos aspectos, que eu ia gostar. Nada é mais raro do que alguém que sabe de antemão aquilo que vai te agradar, naturalizamos isso, parece-nos comum ou óbvio, mas é raro, requer tempo lendo o outro, requer contato, requer vivência.  Através daquela obra tomou-me pela mão e conduziu-me ao mundo mágico de Saramago, aquele fora meu primeiro encontro com o autor. Assustei-me com aquele presente. Sempre levo um susto quando sou lida. Com aquela singela e doce lembrança ela demonstrou que enquanto liamos juntas ela também me lera e eu a ela. Assustou-me perceber a minha transparência, mas isso logo se foi, depois senti-me em casa. Somos amigas. O livro conta a história de uma busca, uma busca pelo desconhecido. Conta a história de uma viagem e nos mostra que muitas vezes a maior aventura que podemos viver é justamente atravessar os tenebrosos mares que nos levam a um outro, que pode ser uma ilha, o amor e até uma amiga - ou uma leitora amiga né Clarissa?! ;). Tal como a amizade, que se faz na construção, a ilha desconhecida se faz no mar, é ela a própria busca por ela mesma.