"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eunícia

Em homenagem ao dia 22, aniversário da Eunícia, posto uma imagem da nossa querida Mariana Massarani. Guarda-chuvas que Eunícia tanto gosta, retratados pela nossa querida desenhista.

"Pelo sorriso sempre presente
o contato constante
a vida vibrante
pelo abraço nunca ausente
(...)
pelo conhecimento partilhado
pelos risos de sempre
e os gestos amados
obrigada, mil vezes obrigada."

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Ps. É um honra poder ler contigo. 

Um abraço dos leitores amigos

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ler em terceira dimensão: sonho de papel

Em meu recente passeio por blogs - o que não fazia há meses... - encontrei livros especiais, ou melhor, uma artista especial: Su Blackwell. Vale visitar sua página e viajar nas terceiras dimensões que é capaz de criar.
Aqui: Alice. :)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Amor por um livro...


"Si tu viens par exemple, à quatre heures de l'après-midi,
dès trois heures je commencerai d'etre heureux"
(Antoine de Saint-Exupery)

Existem alguns livros que são tradição na família, passados de geração em geração. Minha gigantesca coleção "os pensadores" foi do meu avô primeiro, da minha mãe quando ela casou e agora pertence ao meu acervo. O Pequeno Príncipe é um desses livros. A edição em português que temos era da minha mãe e está tão velhinha que só me faz amá-la mais. Tem as anotações pessoais da minha mãe. É um tesouro, e desde que recebi este livro de presente eu o trato desta forma, é um livro muito precioso. Como grande parte dos meus amigos sabem, este é um livro com um lugar especial no meu coração. Por isso, já ganhei alguns lindos presentes que tem esta temática. Meu professor de história no ensino médio me deu a versão italiana da obra. Meu pai trouxe de presente a versão inglesa e o original em francês. Na última bienal eu comprei uma versão maravilhosa e interativa do livro.

E o último presente relacionado, uma linha ovelhinha dentro de uma caixa com as palavras e o pedido do pequeno "s'il vous plaît dessine-moi un mouton"
Professora Margarida Neves diz que existem livros que são livros da sua vida, creio que este seja um deles para mim. Eu o leio sempre, e já quase decorei os diálogos. Sempre tenho uma nova compreensão e gosto dele por isso, por ter algo de inesgotável. Grande amor por um livro...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Enlightenment

A belíssima exposição está alocada nas salas que foram construídas para ser Biblioteca do Rei James III.
Consiste em uma leitura do século XVIII em alguns casos que os organizadores consideram importantes para o esclarecimento do século. Com belas estátuas e livros, eles mostram, como eles mesmos dizem, UMA LEITURA para o século XVIII. A exposição é divida em casos ou atos, como em uma peça de teatro. Alguns são Arqueologia, História da Arte, Mundo Natural e etc. A partir de várias leituras de mundo, faz-se uma leitura maior do século XVIII.
Estátuas gregas dividem o espaço com relíquias orientais e livros da Biblioteca do Parlamento.

Foi organizada no Museu Britânico com o apaio da Biblioteca Britânica, da Biblioteca do Parlamento, do Museu de História Natural de Londres e de todos os doadores que permitem que o museu funcione tão bem. 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

"Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus"


"Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, fazer rir a verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade."
(Guilherme de Baskerville)

O demônio está a solta em uma abadia beneditina do norte da Itália, em fins de novembro do ano de 1327. Sete mortes misteriosas e intrigantes no decorrer de sete dias. As vítimas: monges. Os principais suspeitos: monges. Para lá são enviados o frei Franciscano Guilherme de Baskerville, encarregado de uma missão pelo imperador, e seu pupilo, o noviço beneditino Adso de Melk, narrador da história. Ao "demostrar provas de grande argúcia", Guilherme é encarregado pelo Abade a desvendar os mistérios de uma morte (ao final de sete dias seriam sete). Ao desenvolver suas investigações, Guilherme logo descobre o papel central desempenhado pela misteriosa e "proibida" biblioteca da abadia nos crimes. Descobre também a existência de duas abadias: uma diurna, santa e virtuosa e uma noturna onde eventos estranhos e pouco virtuosos se desenrolam. Enfim... não cabe aqui e nem tem graça contar a história toda. Mas já deve ter ficado claro que me refiro ao Best seller de Umberto Eco, O Nome da Rosa.

Mais que um romance policial, O Nome da Rosa apresenta uma interessante visão e reflexão sobre a Idade Média, as heresias, os modos de pensar e as visões religiosas da época, assim como também traz interessante reflexão sobre a religião católica. Umberto Eco situa sua história em um contexto conflituoso entre hereges e as próprias ordens religiosas da Igreja Romana e suas diferentes visões. Uma época em que o imperador Ludovico da Baviera e o papa "herege" João XXII estavam em conflito, dividindo o mundo político e o religioso entre as facções ligadas a um e a outro.

Assisti a adaptação cinematográfica do livro, estrelada por Sean Connery no papel de Guilherme de Baskerville, há muito tempo e não me lembrava direito. Após ingressar na faculdade, ouvi falar diversas vezes deste livro de meus professores e li sobre ele em vários textos dos cursos, que comparavam o historiador ao detetive que deve seguir pistas aparentemente irrelevantes para desvendar os "mistérios". Assim faz Guilherme de Baskerville. No começo do livro, este personagem descreve com impressionante precisão o cavalo fujão do Abade sem nunca tê-lo visto antes, no melhor estilo Zadig. Enfim, resolvi me aventurar. O livro é denso, com profundas reflexões religiosas e políticas sobre questões que dominavam a época, como já mencionei. Por vezes me pareceu exaustivo e enfadonho, contudo, isto não tira seu brilhantismo. Repleto de passagens em latim não traduzidas é um livro erudito, profundo, que discorre sobre a virtude e a pureza; o pecado, os vícios e as tentações. É um belíssimo livro e recomendo sua leitura a todos.

Pretendo reler O Nome da Rosa um dia, quando estiver mais maduro, agora que conheço a história e não tenho mais pressa de chegar ao fim... perdi muita coisa interessante durante esta leitura.
"Do único amor terreno de minha vida não sabia, e nunca soube, o nome."
(Adso de Melk)

PS: A frase que usei como título é a última frase do livro... enigmática.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Wild Things



Quando eu vi o trailer eu imediatamente percebi que o filme seria realmente algo divertido e meio que 'a minha cara'. Então o livro foi lançado e eu achei simplesmente adorável.
Ontem fui finalmente ver o filme, guardando certa indignação por não vê-lo em exibição em mais salas de cinema.
De fato, o filme é excelente! E nos lembra algo muito interessante através das falas de KW, o amor é como o ar, sempre existe bastante para que todos possam compartilhar e a chegada de um novo amigo não faz com um velho amigo receba menos amor.
"Eu posso gosta de Carol e ainda assim ser amiga de bob e Thery", com essas palavras KW ensina a Max que o amor verdadeiro entre dois amigos ou entre famílias não some assim facilmente, não se gasta ou envelhece. Em meio a tudo que é selvagem dentro de você, nada é mais selvagem do que ser fiel a seus amigos antigos e aos seus amigos novos. Nada é mais wild do que acreditar que é possível dividir o amor.
E por fim, algo belo e verdadeiro no livro e no filme, aqueles que te amam continuam esperando seu retorno, com o jantar quentinho e um abraço fofo.

"Max please don't go, I'll eat you up, I love you so..." - KW para Max.