"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Enlightenment

A belíssima exposição está alocada nas salas que foram construídas para ser Biblioteca do Rei James III.
Consiste em uma leitura do século XVIII em alguns casos que os organizadores consideram importantes para o esclarecimento do século. Com belas estátuas e livros, eles mostram, como eles mesmos dizem, UMA LEITURA para o século XVIII. A exposição é divida em casos ou atos, como em uma peça de teatro. Alguns são Arqueologia, História da Arte, Mundo Natural e etc. A partir de várias leituras de mundo, faz-se uma leitura maior do século XVIII.
Estátuas gregas dividem o espaço com relíquias orientais e livros da Biblioteca do Parlamento.

Foi organizada no Museu Britânico com o apaio da Biblioteca Britânica, da Biblioteca do Parlamento, do Museu de História Natural de Londres e de todos os doadores que permitem que o museu funcione tão bem. 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

"Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus"


"Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, fazer rir a verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade."
(Guilherme de Baskerville)

O demônio está a solta em uma abadia beneditina do norte da Itália, em fins de novembro do ano de 1327. Sete mortes misteriosas e intrigantes no decorrer de sete dias. As vítimas: monges. Os principais suspeitos: monges. Para lá são enviados o frei Franciscano Guilherme de Baskerville, encarregado de uma missão pelo imperador, e seu pupilo, o noviço beneditino Adso de Melk, narrador da história. Ao "demostrar provas de grande argúcia", Guilherme é encarregado pelo Abade a desvendar os mistérios de uma morte (ao final de sete dias seriam sete). Ao desenvolver suas investigações, Guilherme logo descobre o papel central desempenhado pela misteriosa e "proibida" biblioteca da abadia nos crimes. Descobre também a existência de duas abadias: uma diurna, santa e virtuosa e uma noturna onde eventos estranhos e pouco virtuosos se desenrolam. Enfim... não cabe aqui e nem tem graça contar a história toda. Mas já deve ter ficado claro que me refiro ao Best seller de Umberto Eco, O Nome da Rosa.

Mais que um romance policial, O Nome da Rosa apresenta uma interessante visão e reflexão sobre a Idade Média, as heresias, os modos de pensar e as visões religiosas da época, assim como também traz interessante reflexão sobre a religião católica. Umberto Eco situa sua história em um contexto conflituoso entre hereges e as próprias ordens religiosas da Igreja Romana e suas diferentes visões. Uma época em que o imperador Ludovico da Baviera e o papa "herege" João XXII estavam em conflito, dividindo o mundo político e o religioso entre as facções ligadas a um e a outro.

Assisti a adaptação cinematográfica do livro, estrelada por Sean Connery no papel de Guilherme de Baskerville, há muito tempo e não me lembrava direito. Após ingressar na faculdade, ouvi falar diversas vezes deste livro de meus professores e li sobre ele em vários textos dos cursos, que comparavam o historiador ao detetive que deve seguir pistas aparentemente irrelevantes para desvendar os "mistérios". Assim faz Guilherme de Baskerville. No começo do livro, este personagem descreve com impressionante precisão o cavalo fujão do Abade sem nunca tê-lo visto antes, no melhor estilo Zadig. Enfim, resolvi me aventurar. O livro é denso, com profundas reflexões religiosas e políticas sobre questões que dominavam a época, como já mencionei. Por vezes me pareceu exaustivo e enfadonho, contudo, isto não tira seu brilhantismo. Repleto de passagens em latim não traduzidas é um livro erudito, profundo, que discorre sobre a virtude e a pureza; o pecado, os vícios e as tentações. É um belíssimo livro e recomendo sua leitura a todos.

Pretendo reler O Nome da Rosa um dia, quando estiver mais maduro, agora que conheço a história e não tenho mais pressa de chegar ao fim... perdi muita coisa interessante durante esta leitura.
"Do único amor terreno de minha vida não sabia, e nunca soube, o nome."
(Adso de Melk)

PS: A frase que usei como título é a última frase do livro... enigmática.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Wild Things



Quando eu vi o trailer eu imediatamente percebi que o filme seria realmente algo divertido e meio que 'a minha cara'. Então o livro foi lançado e eu achei simplesmente adorável.
Ontem fui finalmente ver o filme, guardando certa indignação por não vê-lo em exibição em mais salas de cinema.
De fato, o filme é excelente! E nos lembra algo muito interessante através das falas de KW, o amor é como o ar, sempre existe bastante para que todos possam compartilhar e a chegada de um novo amigo não faz com um velho amigo receba menos amor.
"Eu posso gosta de Carol e ainda assim ser amiga de bob e Thery", com essas palavras KW ensina a Max que o amor verdadeiro entre dois amigos ou entre famílias não some assim facilmente, não se gasta ou envelhece. Em meio a tudo que é selvagem dentro de você, nada é mais selvagem do que ser fiel a seus amigos antigos e aos seus amigos novos. Nada é mais wild do que acreditar que é possível dividir o amor.
E por fim, algo belo e verdadeiro no livro e no filme, aqueles que te amam continuam esperando seu retorno, com o jantar quentinho e um abraço fofo.

"Max please don't go, I'll eat you up, I love you so..." - KW para Max. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

E temos mais Lewis Carroll por aqui.




Quando cheguei ao final da leitura do livro da Alice percebi que o tradutor gentilmente colocou sugestões bibliográficas. Este livro é uma das sugestões. Poemas de Lewis Carroll ilustrados por Mariana Massarani, que falam de um pais maravilhoso ou remetem a ele.
Belo livro.





Fatos
"se eu desse um tiro no sol
com minha espingarda, aposto
que o tiro atingiria o alvo
Muitos anos depois, claro."

"(...) Porém se a bala torcesse
Seu rumo para as estrelas
Sequer chegava à mais próxima:
Estrelas são tão remotas"

O livro de Alice

Vale a pena ver a edição da Disney para o livro, com inspiração no filme de Tim Burton.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Elementar...


Quando era criança eu tinha um desses casacos grandes, do tipo que serve perfeitamente para fingir que é um sobretudo. Então eu me vestia com calças jeans, sobretudo e boina. Depois fabricava cigarros de mentira e transformava o quarto de empregada no meu escritório pessoal. Por fim, eu deixava de ser Agnes e dava lugar ao meu herói de infância, Sir Sherlock Holmes.



Eu li apenas um conto do famoso detetive, mas sou apaixonada por um jogo chamado Scotland Yard. Ele se passa em Londres, a cidade de Holmes, com lugares da época como a loja de penhores. Um caso, muitas pistas e tudo em suas mãos, sendo você o próprio Sherlock. Na época eu queria comprar um cachimbo para dar veracidade a minhas brincadeiras, mas meus pais vetaram a idéia.

Então entrou em cartaz um belo filme sobre o detetive mais famoso de todos os tempos. Essa menina foi ver o filme, e é claro que ela se apaixonou. O filme não está vinculado a apenas um conto em especial, mas contém em si muitos elementos da conhecida trama das histórias. O filme mostra um Sherlock Holmes mais novo do que eu imaginava e mais ativo do que eu poderia pensar. Achei o filme muito bom, especialmente por não transformar o Sherlock em um tipo de James Bond do passado. A caracterização da cidade de Londres está magnífica e o número 225b da Rua Baker é muito daquilo que eu imaginava, porém, um pouco menos organizado do que eu esperava.

Entretanto, o melhor de tudo é que Holmes ainda segue comigo. Pois ao ler a introdução do livro “Visões da Liberdade” escrito por Sidney Chalhoub – onde ele fala que o historiador precisa estar atento aos detalhes e pistas – podemos perceber que o trabalho do historiador tem algo de detetivesco.

Mesmo não sendo Sherlock Holmes, continuo no trabalho investigativo. Elementar, caro Watson.

Para ver Trailer do Filme clique aqui



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Esperando o Lançamento

Depois de terminar o terceiro livro da coleção, A Maldição do Titã, espero pelo lançamento do quarto livro.
Previsto para este mês.