"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Elementar...


Quando era criança eu tinha um desses casacos grandes, do tipo que serve perfeitamente para fingir que é um sobretudo. Então eu me vestia com calças jeans, sobretudo e boina. Depois fabricava cigarros de mentira e transformava o quarto de empregada no meu escritório pessoal. Por fim, eu deixava de ser Agnes e dava lugar ao meu herói de infância, Sir Sherlock Holmes.



Eu li apenas um conto do famoso detetive, mas sou apaixonada por um jogo chamado Scotland Yard. Ele se passa em Londres, a cidade de Holmes, com lugares da época como a loja de penhores. Um caso, muitas pistas e tudo em suas mãos, sendo você o próprio Sherlock. Na época eu queria comprar um cachimbo para dar veracidade a minhas brincadeiras, mas meus pais vetaram a idéia.

Então entrou em cartaz um belo filme sobre o detetive mais famoso de todos os tempos. Essa menina foi ver o filme, e é claro que ela se apaixonou. O filme não está vinculado a apenas um conto em especial, mas contém em si muitos elementos da conhecida trama das histórias. O filme mostra um Sherlock Holmes mais novo do que eu imaginava e mais ativo do que eu poderia pensar. Achei o filme muito bom, especialmente por não transformar o Sherlock em um tipo de James Bond do passado. A caracterização da cidade de Londres está magnífica e o número 225b da Rua Baker é muito daquilo que eu imaginava, porém, um pouco menos organizado do que eu esperava.

Entretanto, o melhor de tudo é que Holmes ainda segue comigo. Pois ao ler a introdução do livro “Visões da Liberdade” escrito por Sidney Chalhoub – onde ele fala que o historiador precisa estar atento aos detalhes e pistas – podemos perceber que o trabalho do historiador tem algo de detetivesco.

Mesmo não sendo Sherlock Holmes, continuo no trabalho investigativo. Elementar, caro Watson.

Para ver Trailer do Filme clique aqui



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Esperando o Lançamento

Depois de terminar o terceiro livro da coleção, A Maldição do Titã, espero pelo lançamento do quarto livro.
Previsto para este mês.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Presente esperado...

E eu dei sorte no amigo oculto de ano-novo.
Existem algumas possibilidades no amigo oculto de ano novo:
1 - tirar alguém da minha família que sempre sabe o que eu quero
2 - Tirar a única amiga que se arrisca a me dar livros
3 - ter certeza de que todos os outros escolherão outras coisas para me presentear.

Felizmente meu pai me tirou. E mais feliz ainda fiquei, ele sabia exatamente o que eu queria.


Em homenagem a isso, postarei logo abaixo alguns trechos de uma entrevista feita com a autora.
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CORNELIA FUNKE: A fantasia

Escrito por Rainer Stumpf (Revista "Deutschland")
Ter, 25 de Março de 2008 21:00
Ela é a autora infanto-juvenil mais bem-sucedida da Alemanha: milhões de jovens mergulham no seu mundo mágico em todo o mundo. Em 2008, “Coração de Tinta” chega também aos cinemas.

“Choveu naquela noite, uma chuvinha fina, murmurante”. Sra. Funke, que acha desta frase?


Tenho de admitir que ainda me agrada muito. Lida em voz alta, dá um gosto muito bom na língua.

Com as primeiras palavras do seu livro “Coração de Tinta”, a senhora tirou o segundo lugar no concurso das melhores frases iniciais da literatura infanto-juvenil da fundação Stiftung Lesen. Quanto tempo necessitou para elaborar a frase?

Segundo me lembro, não necessitei muita elaboração. Ela já se apresentou quase exatamente assim, sem maiores cerimônias.

Agora, os personagens de “Coração de Tinta” chegam ao telão. Em 2008, será lançada em todo o mundo a versão cinematográfica de seu best-seller, filmada por Hollywood. Qual é a sua sensação, quando vê agora os personagens da própria imaginação num filme?


Não é a primeira vez que tenho esta experiência, mas desta vez tive uma participação muito maior, o que torna tudo ainda mais excitante. Duas experiências foram especialmente impressionantes: em primeiro lugar, entrar na aldeia de Capricórnio e, de repente, ser rodeada por seus homens sinistros, todos querendo meu autógrafo num livro. E então, chegar aos estúdios Shepperton e ver Dedo Empoeirado lá, na chuva entre árvores, com uma marta chifruda no ombro – e pensar: céus, ele é exatamente como eu o imaginei.


E como a senhora imergiu na trilogia do “Mundo de Tinta”?


Tudo começou quando eu quis evocar personagens de livros. Todo leitor conhece a sensação de que tais figuras parecem freqüentemente mais vivas que as pessoas que nos rodeiam na vida real. É que podemos olhar profundamente nos seus corações. Então juntou-se a idéia de que elas podem ser extraídas pela leitura. Uma idéia que está muito próxima de mim, pois admiro muito a arte da leitura em voz alta.

O que a senhora escreve, entusiasma milhões de jovens leitores em todo o mundo. Como sabe tão bem o que as crianças e jovens querem ler? Busca inspiração nas crianças?

Naturalmente que sim. Entre outros, nos meus filhos. No mais, escrevo simplesmente o que me dá prazer de contar. E, por sorte, isto agrada a muitos leitores.

Como e quando surgem então as idéias para as suas histórias?

Sempre e em toda parte. Por esta razão, trago sempre um bloco de anotações comigo e tenho um ao lado da minha cama. Uma caneta também é necessária, naturalmente.

Contudo, principalmente a sua trilogia do “Mundo de Tinta” é lida também pelos adultos. O que lhes atrai nos seus livros?

Isto, naturalmente, os leitores poderiam responder muito melhor, não é? Eu sou uma tradicional contadora de histórias. Eu registro em palavras e histórias o que me toca e expresso assim o que muitos sentem, pensam, amam ou odeiam. Além disso, eu me permito usar minha força de imaginação como um brinquedo muito divertido. Um brinquedo com o qual se reveste a realidade, libertando-se de suas regras. E é através disso, às vezes, que se pode vê-la de forma clara. Os adultos também gostam, pelo visto, de participar deste jogo.

Quase todos os seus livros narram mundos mágicos. O que a fascina tanto na literatura fantástica?

O fato de poder utilizar inteiramente livre o instrumento tão tipicamente humano que é a fantasia. Podemos dar asas aos cavalos e criar gigantes, entrar no enredo de um livro e nos fazer tão pequenos quanto formigas – que aventura! E em tudo isto, só brincamos com aquilo que o nosso mundo nos oferece, pois nós realmente não podemos imaginar algo que esteja inteiramente fora disto.

Apesar de todo o êxito de vendas, esse gênero não é levado a sério pelos críticos. Isto a irrita?

Não. Pois tenho muito prazer no que faço. Até mesmo me agrada trabalhar fora do setor literário consagrado. A gente se sente como a menina do conto de Hans Christian Andersen, que está à beira da calçada e grita: “Mas ele está completamente sem roupa”.

Que livros a senhora recomenda a seus filhos, à parte dos seus próprios?


Minha filha tem agora 18 anos e lê Dostoiévski e Tolstói. Meu filho não gosta de ler e ama muito mais o seu skateboard. Mas, por sorte, lê-se muito nas escolas americanas, de forma que está lendo agora, com muito prazer, “Animal Farm” e “War of the Worlds”. Eu lhe recomendaria sempre David Almond e Markus Zusak. Além disso, há ainda naturalmente “Krabat” e “Jim Knopf” etc. etc.…

Fonte: http://www.alemanja.org/index.php?option=com_content&task=view&id=758
acessado em 04.01.2010

útilma e primeira leitura do ano



Então, um dia antes de acabar o ano, eu peguei o livro errado da trilogia e comecei a ler amarradona o primeiro capítulo. Felizmente fiquei só nele, pois logo percebi o equívoco.
Há um post sobre a trilogia no qual Luana falou sobre como o livro era divertido. Ela me emprestou e eu rapidamente li, em menos de um dia para ser exata. O livro é muito legal. Especialmente para aqueles que como eu gostam muito de mitologia. Fiz duas cadeiras de Mitologia na PUC, me inscrevi em outra agora sobre teatro grego. Eu li a odisséia, trechos da Ilíada, Édipo-Rei, Teogonia e outros dos quais não me recordo. E devo dizer que o livro de Rick Riordan tem conexões brilhantes com mitos clássico e leituras maravilhosas para meninos e meninas que nunca leram nada sobre mitos gregos. Adorei as conexões que o autor fez para atualizar os mitos gregos utilizando-se de heróis e monstros antigos. O nome do protagonista é por acaso o nome do filho de Zeus de que mais gosto, Perseu Jackson, conhecido como Percy pelos amigos. Percy tem a mesma coragem de perseu, a mesma audácia. Os olhos, o cabelo e a rebeldia ele puxou de seu pai imortal. 
Devo dizer por fim que Percy se juntou aos grandes heróis, uma vez que realizou grandes feitos como os de Perseu, de Hércules, de Ulisses. E sobreviveu para nos contar outras histórias nos próximos quatro livros da série, dos quais dois já foram publicados no Brasil. Prossegui com a leitura. O segundo livro da trilogia é inacreditavelmente melhor que o primeiro. E novos monstros seguem infernizando a vida do meu querido herói e de sua melhor amiga, Annabeth, uma filha de Atena.
Espero agora ansiosa pelo terceiro livro da série, que já foi lançado no Brasil.
Apesar das críticas que Rick Riordan recebeu, acusando-o de ter escrito algo muito próximo de Harry Potter. Eu considero o argumento dos livros algo muito original. As leituras que ele faz dos mitos gregos são brilhantes. A escrita é leve e instigante. Depois que comecei a ler o difícil foi parar. Talvez por isso tenha lido ambos em menos de um dia.
Excelente indicação da Luana.

E é claro que já está sendo filmada uma adaptação para o cinema...


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano novo!




Desejo a todos um ano extraordinário, que Deus nos abençoe. Como última leitura do ano de 2009 faço minhas as palavras atribuidas a Victor Hugo e trago pela última vez no ano uma linda ilustração da Mariana Massarani.

"Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
e que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal;
porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar."

Sorrindo por dentro.

Só para que conste, é a centésima primeira postagem do blog. E resolvi usá-la para contar algo que vi que realmente me fez sorrir.
Passei pela Travessa hoje, depois de assistir o magnífico filme da Disney "A princesa e o sapo". Alguns livros não encontramos em muitos lugares.
Estava então olhando a sessão infantil quando vi que uma atendente, Renata o nome dela, percebendo a enorme movimentação de crianças disputando por um livro, pegou o divertido livro interativo sobre Moby Dick, sentou-se no chão e começou a contar a história para as crianças. Ela foi paciente e permitiu que eles tocasse e explorassem o livro. Me fez sorrir por dentro e pensei sobre como seria bom se todos os vendedores fossem assim tão gentis e pacientes. Eu estava procurando um título específico e difícil, ela sabia que tinha antes mesmo de checar o local no computador. Por fim, quando a bagunça terminou e eu estava me retirando assim como as crianças, vi como ela pegou os livros com cuidado para guardá-los e seguiu sorrindo.
Bom encontrar cenas como esssa no cotidiano.