"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)

domingo, 1 de novembro de 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Livrarias


Fiquei IMPRESSIONADA com a arquitetura! E olha que é no BRASIL: Sampa... Sigam o link abaixo sobre arquitetura e vejam a Livraria da Vila em muitos ângulos. Não, não é aconchegante como a livraria da Agnes, mas é também um lugar que eu gostaria de visitar!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Infância e um Everlasting Gobstopper.



"Papel de parede lampível,
para quartos de crianças(...)"
(Roald Dahl, A Fantástica Fábrica de Chocolate)

Estou quase terminando minha série de posts sobre filmes da minha infância que prosseguem comigo no hoje.

Eu não gostava de chocolate quando era pequena. Exceto o branco e mesmo assim, quase nunca comia. Isso seguiu comigo na adolescência e ainda hoje eu não como com muita frequência. Minha irmã chocólatra não consegue se controlar quando eu ganho uma caixa de bombons e demoro mais de 2 meses para acabar com ela. Doce em geral não me atrai. Exceto alguns em particular que não costumo recusar.
Mesmo assim eu adorava o filme que tinha um homem maluco/gênio que era dono de uma fábrica de chocolate. Não vi o remake todo e por isso não falarei dele. Digo apenas que prefiro o Wonka de Gene Wilder, mil vezes. (Roberta que não leia isso)

Imagine uma fábrica maravilhosa de onde saem os mais fantásticos chocolates, doces e chicletes. Uma fábrica fechada, dirigida por um homem brilhante ou completamente maluco. Repentinamente anuncia-se que cinco e apenas cinco pessoas poderiam entrar para conhecer a fábrica. O mundo todo congela. Todos querem entrar na fábrica fantástica e descobrir o que o Senhor Wonka guarda por trás das grades.
Cinco crianças são escolhidas, quase todas são ricas, exceto Charlie.
Todas recebem ofertas tentadoras para descobrir sobre a nova invenção de Wonka, o Everlasting Gobstopper.

Sempre adorei o filme, também sei cantar as músicas dele. Ele estava no mesmo VHS que Mary Poppins.
Ainda gostaria de saber o que é uma nevascaranga e gostaria de ter adesivos comestíveis. Além do mais, gostaria de pode ser transportada pelo espaço em mil pedaços diferentes. Quem sabe tomar uma bebida que me tornasse mais leve que o ar. Talvez juntar aos umpa lumpas na umpalândia. (sempre dou risadas nessa parte do filme.)
Entretanto, só descobri o livro há dois anos. O vendedor da Martins Fontes costumava visitar a livraria com alguma frequencia para checar se eu precisava de algo. Numa dessas vezes ele trouxe seu catálogo de livros infanto-juvenis, eu então vi esse livro e não hesitei. Espero contar essa história aos meus sobrinhos, filhos, netos, etc.

Talvez esse seja o momento em que você se pergunta o motivo de tamanha admiração. O que mais gosto do filme é o final e o diálogo que o antecede. Teoricamente Charlie perdeu o que ele tanto queria, mas isso não era motivo suficiente para trair o homem que ele tinha aprendido a amar. E nem mesmo todo o dinheiro do mundo poderia comprar sua honestidade. Como disse o próprio senhor Wonka, "assim brilha uma boa ação em um mundo gasto".

Charlie escolheu que ser honesto e leal era mais importante do que ter muitos anos de riqueza com dinheiro sujo. Essa é uma boa escolha, e é a mensagem mais importante que carrego do filme.

E assim como fez Charlie, eu ainda espero e luto para que minhas ações brilhem em um mundo gasto.

 Ps. Um chiclete eterno ia dar um trabalho absurdo para meu pobre maxilar, mas viva o Everlasting Gobstopper, ou o Gobstopper permanente. =D

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Correspondência

Li a resenha do livro no blog de um escritor infantil. Saí caçando o livro que só tinha sido lançado em São Paulo. Por fim, encontrei na Malasartes.
Compartilho o que tinha dentro daquela mensagem...

O livro é em formato de carta, inclusive vem selado


Foi escrito por Ninfa Parreiras e ilustrado por André Neves


O Livro fala de um lugar onde as casas não tem telhado...o teto é o céu


Céu forrado de estrelas e imensidão. Céu sem chuva...


Então conta a história de uma correspondência trocada...




Algo muito especial veio com o envelope...e a resposta foi tão especial quanto. Mas não posso contar ou mostrar tudo...
Então, fecho os olhos e vejo céu e mais céu. Numa imensidão de estrelas e espaços. =D
Belo livro, belo conto e lindas ilustrações.
O livro foi feliz e a correspondência que chegou até minhas mãos me trouxe muitos sorrisos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sobre a minha futura livraria...


Já que resolveram me 'zoar', vou falar sobre a minha futura livraria.
Quando eu tiver uma livraria eu quero que ela seja grande, mas com aquele ar de livraria de bairro, onde todo mundo se sente em casa. Preferencialmente, que não seja no shopping, mas se não tiver escolha, que seja. Quero que seja aquela livraria com limpeza de livraria e ar de sebo, onde você não será repreendido por sentar no chão com a obra de sua preferência. O tipo de livraria que é programa de família, onde os pais levam seus filhos e avós levam seus netos. Com poemas colados na parede e bloquinhos de todos os tipos e cores para vender e para dar de presente. Afinal, eu adoro ganhar brinde quando faço compras. Os atendentes devem ser pessoas gentis, que sorriem e te ajudam de verdade. Pessoas que realmente gostam de livros e que sabem fazer uma indicação de real qualidade. Porque contratar alguém que não gosta de ler para trabalhar com livros e com público? Pessoas assim eu coloco no escritório, para trabalhar nas estantes, tem que gostar do cheiro de livros e de palavras diversas.


Gosto de estantes altas e escadas acessíveis. Assim você poderá pedir ajuda ou simplesmente subir e pegar o livro desejado. Quero mesclar coisas novas e velhas na decoração, poemas antigos e novos, em várias línguas. Vamos ter uma sessão Fernando Pessoa, porque eu amo de paixão e isso é para mim um motivo suficiente. Sacolas de pano ao invés de plástico, com o símbolo da livraria. Ajudando o meio ambiente e fazendo propaganda de uma livraria divertida. Teremos mesinhas e cafés ou chás de graça. Além de um excelente cardápio para os que quiserem juntar-se a nós em um lanche ou jantar, mas cobrar por café seria um crime, especialmente quando a dona da livraria é uma historiadora que sabe a importancia daquele líquido viciante.


Gosto de falar da parte infantil, porque vai ser muito divertida. Para trabalhar lá somente pessoas que gostem REALMENTE de livros, crianças e sorrisos. Quero livros abertos para as crianças lerem. Pufs, almofadas, cadeiras para elas sentarem e ursinhos para serem companheiros de aventuras literárias. A seçao contará com lindos baús cheios de segredos e surpresas.Teremos contadores de histórias e muitos filmes Disney. Nada de livros no plástico, nada de livros que as crianças não podem mexer. Se o livro rasgar, ótimo, significa que foi manuseado. Contadores de história de verdade, que fazem vozes e até se fantasiam. Além de tudo isso, ofereceremos oficinas gratuitas para pais que não sabem contar histórias de dormir. Teremos estrelas grudadas no teto, um teto de céu.

A idéia é de que você pode entrar e se divertir, ler e ser bem atendido sem ter que pagar nada por isso. Nem mesmo o café. Talvez, é claro, você queira experimentar nosso delicioso cappuccino, ou nossa caneca de Mocha, somente nessas situações você terá que pagar um pouco mais.

Quero lindos papéis de presente para os clientes escolherem, afinal, livros ainda são um excelente presente e sempre serão. Papeis e caixas especiais para crianças, e nada de cobrar a mais por isso. Por fim, os preços serão acessíveis e eu acho que 10% de desconto é o mínimo que podemos dar para um cliente fiel. A partir da segunda compra o cliente sempre recebe pelo menos 10% de desconto. Exceto os professores que terão atendimento preferencial, desconto maior, permanente e que dependerá do preço do livro. Preço é algo relativo, crime seria alguém não comprar o livro por não poder pagar os quarenta por cento a mais que os livreiros às vezes cobram. Minha livraria fará constantes doações para bibliotecas públicas ou escolas menos favorecidas.

Ou seja, eu vou falir.
Por causa do meu coração mole eu já decidi quem administrará minha livraria, uma amiga durona que tenho e que poderá dizer quando estou a beira da falência.
O nome da livraria ainda está em aberto, aceito sugestões.

Ps. para leitores que adoram tecnologia nós teremos Kindle e muitos ebooks disponíveis na loja através dos terminais com acesso ao nosso fantástico site. '
Ps2. Teremos muitas flores na livraria, eu adoro flores, especialmente as amarelas.


domingo, 25 de outubro de 2009

Personagens que abandonam os seus livros

Quando vi a chamada e a imagem, lembrei da Agnes pela leitura de Coração de Tinta...

Mas creio que é uma bela imagem para todos nós:
amantes de livros que mantém uma alma criança.