"Cada libro, cada tomo que ves tiene alma. El alma de quien lo escribió y el alma de quienes lo leyeron y vivieron y soñaron con el (...) Los libros son espejos: sólo se ven en ellos lo que uno ya lleva dentro"

(Carlos Ruiz Zafón, La sombra del viento)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Para refletir...

Após o cerco de Gondor e a terrível batalha diante das muralhas de Minas Tirith, o elfo Legolas e o anão Gimli, entram vitoriosos na bela cidade parcialmente arruinada, devido ao ataque feroz dos exércitos inimigos. Estão encarregados de levar uma mensagem a um dos príncipes de Gondor que assumira, momentaneamente, o governo da cidade (mais explicações no livro, é claro). Enquanto caminham pelas ruas, conversam e observam a cidade. Gimli repara a excelente qualidade do trabalho em pedra em algumas áreas e a decadência do mesmo trabalho em outras áreas. Legolas repara na falta de jardins e pássaros que alegrem o povo. Finalmente encontram o príncipe, trocam palavras corteses e os dois companheiros passam a mensagem, despedindo-se em seguida. Segue-se um trecho do interessante diálogo entre eles após saírem da presença do príncipe (interessantes diálogos nem sempre aparecem nas adaptações cinematográficas):

_ Aí está um belo senhor e um grande capitão de homens – disse Legolas – Se Gondor ainda tem homens assim atualmente, na sua decadência, grande deve ter sido sua glória nos dias de ascensão.
_ E sem dúvida o trabalho em pedra que é de boa qualidade é o mais antigo, e foi feito na primeira construção – disse Gimli – É sempre assim com as coisas que os homens começam; há uma geada na primavera, ou uma praga no verão, e suas promessas fracassam.
_ Mas raramente fracassa sua semente – disse Legolas – Esta fica na poeira e na ruína, para germinar de novo em tempos e lugares inesperados. Os feitos dos homens sobreviverão a nós, Gimli.
_ Apesar disso, em minha opinião, no fim não sobra nada além do que “poderia ter sido” – disse o Anão.
_ Para isso os elfos não têm a resposta – disse Legolas.

TOLKIEN, J. R. R. “O último debate” in: O Senhor dos Anéis: o retorno do Rei. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Poema

Eu amo o português. Seus sons, seus acentos, as palavras. Devo dizer que o detestei por muito tempo, mas agora eu vivo um amor eterno. Ainda assim tenho outros idiomas de que gosto muito, como o Italiano, que eu conheci por causa de uma cantora e me apaixonei no momento seguinte. Minha maior dificuldade de aprender o francês é justamente esse italiano insistente que fica na minha mente. Amo certas palavras italianas, o som, a pronúncia...
Uma amiga minha me mandou um poema em italiano que eu amei, até pelo momento no qual eu li. Mesmo assim eu não sei nada do autor além desse pequeno nome e não encontrei o poema na internet. Se algum de vocês souber, por favor conte.

Per la prima volta ho paura....
di cosa?
paura di ciò che non sò
di ciò che sarà...
se sarà.
Paura di un buio così buio da non riuscire ad illuminare....
paura della discesa ripida
da non poter frenare...
(Giusy)


precisa tradução?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Manuel Bandeira


Algumas pessoas sabem ou perceberam que eu amo nomes próprios. Gosto de conhecer nomes e saber suas origens ou significados. Gosto de conhecer a história dos nomes e uma das perguntas que mais gosto de responder é da onde veio a idéia para o meu nome.
Antes da minha última viagem fui a Livraria da Travessa para comprar um filme específico e dar de presente para avó do Felipe. Claro que fiz um passeio completo pela livraria toda, que é linda por sinal. Então me deparei com um livro chamado As meninas e o Poeta. Foi organizado por Elias José, Ilustrado por Graça Lima e estava cheio de poemas de Manuel Bandeira. E a minha cara de surpresa quando vi que os poemas eram nomes de meninas e cada um deles era dedicado a uma menina diferente.
Coloco aqui então um que se chama Isadora em homenagem a filha da Roberta, que também é uma excelente companheira de leituras. =D



Isadora
Manuel Bandeira

Pois que és Isadora
Dança, dança, dança.
Não direi agora
Que ainda és criança
Mas quando chegares
À idade da trança
Dança, dança, dança
Dança até cansares.
Dança, dança, dança
Como na Ásia dançam
As moças de Java
Pois que és Isadora,
Dança como outrora,
Como linda outrora
dançava, dançava
Isadora Duncan

Imagem - Desenho A Dona da festa de Graça Lima retirado do blog capa dura em cingapura

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Empatei com alguém...

Fiz o teste e fiquei lá no lugar da Agnes...
Deu:
"Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade

"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz. "Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Que livro eu sou

Luaninha, devo dizer que AMO esses testes bobinhos, he,he,he.
Fiz então e gostei tanto dos resultados quanto dos motivos...

Você é...
"Carmen – Uma biografia", de Ruy Castro
Boa história é com você mesmo. Adora ouvir, contar, recontar. As de pessoas interessantes e revolucionárias são as suas preferidas. Tem gente que liga para você só para saber das últimas fofocas. E confesse: com seu jeitinho manso e detalhista, você dá aos fatos um sabor todo especial. Além disso, não se contenta em reproduzir o que já foi dito. Por isso, se fosse um livro, você só poderia ser uma boa biografia, daquelas que faz os leitores deitarem na rede do fim de semana e se entregarem às peripécias de uma grande personagem. Aliás, você já pensou na profissão de repórter? Ou de escritor?
"Carmen – Uma Biografia" (2005), sobre Carmen Miranda, é uma das aclamadas biografias publicadas por Ruy Castro, também jornalista e tradutor, considerado um dos maiores biógrafos brasileiros.


Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade
"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

Será que só eu acho que tem tudo a ver comigo?
Compartilho a visão do Felipe de não se sentir tão culto ou ler tanto quanto vocês, por isso resolvi fazer um post descontraido...afinal amenidades também cabem no nosso cotidiano!Na verdade, vou sair um pouco do objetivo do blog, mas como o assunto também tem haver com leituras, não me sinto muito culpada...
Tava lendo um blog aleatório na net, quando me deparo com um teste sobre que tipo de livro nacional você é, não consegui resistir e tive que descobrir que tipo de livro sou eu... não sou um livro da Clarice ou Fernanda, mas tudo bem, gostei do resultado...
O livro que sou é:

"Doidas e santas", de Martha Medeiros

"Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades. "


O livro é legal, bom para ler numa tarde ensolarada depois do almoço, pois é leve, mas ao mesmo tempo agridoce...Recomendo!


Caso queiram descobrir que tipo de livro são:

http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml


Fica a dica!

domingo, 2 de agosto de 2009